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Mapa Demográfico do Impeachment na Câmara

April 18th, 2016 por | No Comments | Categorias: Democracia, Política

A votação pela continuidade do processo de Impeachment na Câmara tem naturalmente características diferentes de uma votação direta como a eleição presidencial. O voto dos deputados possui representatividade por meio da procuração que os habitantes de determinado Estado dão a seus representantes para que, proporcionalmente em relação à sua população decidam por eles, mas sem que isso necessariamente represente a vontade inequívoca de cada habitante. Uma correlação, entretanto, deve existir.

Baseado nas premissas adotadas e publicadas no artigo pós-eleição de 2014, montei o mapa que apresenta uma excelente escala visual tendo como fundo o conhecido mapa do Brasil abrangendo os Estados em escala deformada de modo a representar seus colégios eleitorais, além da escala cromática denotando os pesos proporcionais encontrados nas votações por Estado e não uma representação com apenas duas cores, mais indicada caso a contabilização dos votos se desse conforme o modelo federativo norte-americano nas suas eleições presidenciais. A explicação mais elaborada sobre o mapa e seus critérios está no artigo de 2014 que recomendo a leitura para maior compreensão, além do entendimento sobre a motivação para a confecção desse trabalho.

A escolha de cores mantém o padrão de 2014, notadamente influenciada pelas cores do PT (governo) e PSDB (principal oposição partidária). O tom azul predomina nesse mapa do Impeachment até pela natureza do processo que preconiza mínimo de 2/3 (~67%) para a continuidade do mesmo e seria pouco provável ser posto em votação se a ordem de grandeza não rondasse essa magnitude. O mapa tem por objetivo principal uma imediata visualização do impacto de cada Estado na votação condensando em uma única visada pela escala cromática a tendência de determinado Estado a qual posição e pela escala gráfica o seu peso na República.

Aproximações foram permitidas novamente muito em nome da preguiça. A base do mapa é a mesma usada em 2014 baseada nos votos obtidos no 2º turno das eleições presidenciais e não necessariamente no tamanho das populações dos Estados, ainda que variações devam ser insignificantes. Também não foi conferida e, portanto, não calculada, a proporcionalidade do número de deputados para cada unidade federativa, porém, isso não invalida o objetivo principal do trabalho. Eu posso vir a fazer tudo com mais rigor, mas só se me pagarem. Por hora, o mapa abaixo está de bom tamanho.

Mapa Demográfico Eleitoral Brasileiro Impeachment na Câmara dos Deputados

Feminismo é um movimento político, PONTO.

January 8th, 2016 por | No Comments | Categorias: Política, Sociedade

Feminismo é um movimento político, PONTO. Não tem nada a ver com qualquer ilação lógica ou social além da lógica e sociologia relacionada com ganhos de poder a quem busca a tutela de tudo o que envolve o assunto, eventualmente o privilégio de falar em nome de um coletivo imaginário chamado MULHERES que congrega bilhões de indivíduos.

Se você não olhar a questão sobre esse prisma, você será esmagado em confronto com qualquer feminista top.

Ninguém odeia o PT

October 13th, 2015 por | No Comments | Categorias: Política, Sociedade

Amigos petistas, ninguém tem ódio do PT, entendam.

As pessoas têm ódio do Mensalão, Petrolão, pedaladas, aparelhamento, autoritarismo, políticas segregacionistas, populismo, sede pelo poder, destruição da Economia com fins eleitorais e essa ordem de coisas que os líderes do seu Partido fazem abertamente e que por certo vocês também não compactuam.

Amigos petistas, as pessoas não odeiam o PT, elas odeiam os desmandos do PT que com certeza vocês também odeiam apesar de ainda acreditarem nos ideais do Partido.

Ao invés de combater as pessoas que odeiam o Mensalão, Petrolão e pedaladas, aproveite a autêntica indignação delas e use-a para resgatar o seu Partido alijando a banda podre que eventualmente ocupa os principais cargos e recoloque o Partido dos Trabalhadores na matriz produtiva do País, representando os trabalhadores de fato e não vagabundos e aproveitadores.

A reinauguração do Partido dos Trabalhadores seria muito bem vinda nessa ebulição política que o País vem passando. Não percam o bonde da história defendendo corruptos e brigando com a população, tomem seu Partido e façam dele uma força decente.

Gregorio não é cobrador, é fiador

August 11th, 2015 por | No Comments | Categorias: Política

Eu acredito em Gregorio.

Se não tivesse uma penca de sujeitos sinceros engajados isso não seria problema para ninguém. Gregorio é sincero em seu neo-ódio ao PT e em sua desilusão. Ele está corretíssimo no que identificou.

Agora só falta ter a humildade de reconhecer-se incapaz de manter-se à frente de qualquer coisa pois fora cabaço e, como em nada mudou, cabaço segue sendo.

Gregório identificou que o problema que o desiludiu foi o que formou o PT, que é a aplicação (ou tentativa de) prática de uma ideologia tresloucada que não funciona bem nem dentro de uma singela casa e, paradoxalmente, oferece Gregorio como sugestão para resolução deste problema um… APROFUNDAMENTO DE PT e sua ideologia. Valha-me Deus.

Parabéns Gregório por reconhecer a canoa furada que embarcou e agora, entregue o leme para os que sabem conduzir o barco são e salvo e aprecie o passeio. Não venham agora você, Juca Kfouri, dissidentes que formaram o PSOL, Marina Silva, Fernando Henrique e cia posarem de credores porque vocês não são. Vocês foram os fiadores dessa gente. Paguem calados, por favor.

Netflix é boi de piranha do inchaço da ANCINE

August 5th, 2015 por | No Comments | Categorias: Consumo, Liberalismo

Quem se deixa levar pelo algoritmo de recomendações de filmes da Netflix poderá com bastante frequência esbarrar pelas recomendações de filmes dos mais variados países (que para os menos ligados em semântica atendem pela singela nomenclatura de “filmes estrangeiros” ainda que não conste neles qualquer filme produzido nos EUA). Buscando ser um sapato que se ajuste ao pé de cada cliente, a política de aquisições e funcionamento da Netflix contempla o pluriculturalismo.

netflix-comcast-dog-cc

Uma reserva de mercado para produções nacionais, em qualquer País que seja, não irá necessariamente prejudicar sobremaneira a Netflix, pelo contrário, pode beneficiá-la com um subsídio a algo que ela já buscaria fazer. Pode até ficar quieta, mas a Netflix vai como boi de piranha para o inchaço e gostará da situação.

Na prática cagará para a limitação inexistente dadas suas políticas e até pode se utilizar da publicidade de produtora local de conteúdo, o que só pesa a favor de sua imagem, associado a uma boa política de vizinhança com caciques locais. Há espaço em seu modelo para ociosidade ou tal investimento. Quem sabe efetivamente até consiga produzir algo que preste em língua portuguesa apesar da escolha nada animadora.

Já na essência da coisa, na crítica liberal stricto sensu, a regulamentação ocorreria para alguém novo que entrasse enxuto com margens mínimas, ofertando só o fillet mignon, um novo player com novo modelo como a Netflix outrora foi. Limita quem ainda não entrou e já teria de chegar se adequando. Faz parte do jogo e a Netflix jogou bem, sem traumasÉ assim que regulamentação pode atrapalhar mesmo quando parece que não atrapalha. É assim que a funciona a punhetação.

Taxistas estão certos em protestar

July 25th, 2015 por | 3 Comments | Categorias: Consumo, Sociedade

Taxistas estão certos em protestar.

Estão errados, evidentemente no que protestam. O Uber veio arregaçando em eficiência, atendimento, confiabilidade e preço. Veio arregaçando e arregaçará mais ainda quando implementar o sistema que permite qualquer pessoa física ofertar caronas pelo preço que bem entender. E não se enganem que se não for o Uber, outra empresa de tecnologia de comunicação o fará.

Fora Uber

O paradigma quebrado, caros taxistas, foi a de intercomunicação entre pessoas e profissionais. Internet e GPS permitem que tais dados estejam de forma eficiente ao alcance da população que poderá se organizar entre si para a troca desses favores, a revolução de comunicação aproximou finalmente habitantes de uma grande urbe como vizinhos nesse aspecto e o gerenciamento geográfico permite o escambo trivial de carona por dinheiro, como o sapateiro na aldeia consertava um sapato por uma pele de carneiro. Eu não preciso mais de um táxi rodando perto de mim, não preciso mais que uma cooperativa intermedeie uma ligação minha entre seus poucos profissionais disponíveis e não preciso mais que Papai Estado faça seu deficiente trabalho de fiscalização alegando segurança para mim quando agora eu tenho simplesmente o aval de uma complexa rede de usuários atestando a qualidade e confiabilidade de cada ofertante de serviço e a certeza que esse ofertante sabe que está sendo avaliado.

O que vocês precisam taxistas, é protestar forte sim, protestar para que o Papai Estado tire suas mãos de cima de vocês, protestar para que desarrochem os impostos que te cobram para que vocês possam competir livremente contra o Uber e contra os caronistas que aí virão, protestar para que abandonem os subsídios para compra de seus carros amarelos, protestar para que parem de regular os preços que vocês podem ofertar pelo serviço de transporte e por fim protestar que Papai Estado apenas utilize o IPVA arrecadado para manter as vias o mais seguras e organizadas possível para a sociedade usar da maneira mais profícua possível.

Desta forma, sou favorável à manifestação dos taxistas. Não essa, naturalmente…

Quem mantemos a burocracia?

June 7th, 2015 por | No Comments | Categorias: Sociedade

Reclamamos de impostos, mas aí começamos a entender porque temos de ir a um Cartório por qualquer motivo…

O DETRAN promove uma vistoria ridícula de veículos pela segurança ou por empregos do próprio órgão?

O CREA estabeleceu a obrigatoriedade de auto-vistoria para engenheiros e arquitetos cobrarem valores insuficientes para realizarem um escopo digno de vistoriarem edificações com o fim de efetivamente atestar a segurança dos mesmos ou para garantir mercado para seus associados e contribuição à sua instituição?

A funcionária da LBV que te liga ao fim do ano já te disse que pede ajuda além da contribuição para os tais necessitados para o salário dela, que é maior em média do que no setor privado?

O acesso gratuito ao Judiciário levando necessariamente à toda burocracia do Judiciário beneficia à quem? Por que Juízes e técnicos judiciários reclamam tanto de volume de trabalho, mas não lutam por conselhos de arbitragem na sociedade civil com poderes para decidir pequenos conflitos como os de consumo, por exemplo?

Já se perguntaram por que temos de fazer tantas coisas desnecessárias e pagar por elas?

Por que não embutimos no edital de concessão de rodovias o fornecimento sem taxação adicional de sistema de onda livre melhorando a eficiência do sistema como um todo?

Vou parar, já que ficaria aqui até o infinito relatando coisas cotidianas que o Brasil nos faz passar para manter estruturas perniciosas com a conivência, na maioria das vezes involuntária, dos funcionários ou aspirantes a.

Passe livre nos gargalos

June 7th, 2015 por | 1 Comment | Categorias: Soluções

O Cartão RioCard/Bilhete Único subsidiado à população do Rio de Janeiro e Niterói trouxe como efeito colateral ao seu poder de integração a eficiência em um gargalo das Barcas que vinha a ser a fila para a compra de bilhetes.

O grosso dos usuários possui o cartão. Eventualmente possuem pelo benefício financeiro da passagem, mas o que importa é que possuem e ao possuírem melhoram consideravelmente as condições operacionais e logísticas para si próprios, inclusive dos usuários que não o possuem, usuários eventuais que porventura tenham de comprar bilhetes em cabines vazias ou com filas reduzidas a preços maiores que àqueles do dia a dia.

Mesmo o fim do subsídio não justificaria o abandono, portanto, da automatização da compra remota das passagens em prol do conforto da população nesta concessão pública, na eficiência do sistema para usuários e operadores e especulo eu, pois não tenho qualquer acesso a números, em efetiva eficiência financeira para o sistema como um todo.

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Volta e meia no pedágio da Ponte dizem-me que “fui sorteado” para ter o “Onda Livre” por um mês grátis. Em um desses dias de sorte (vulgo, todos) aceitei. Não sou um usuário habitual da Ponte, mas tampouco gosto de ficar na fila do pedágio. Aceitei porque tinha um pouco de esperanças de barganhar ao final do prazo de “teste” o não pagamento das mensalidades subsequentes para pagar apenas o pedágio automaticamente via banco sem adesão ou mensalidade manter o sistema pelo simples argumento da redução de custos operacionais da Ponte ao evitar meu carro engarrafado ou desobrigação de um cobrador recebendo meu dinheiro.

Ao final dos 30 dias, entretanto, não houve jogo à despeito do meu uso do cartão significar um carro menos tempo na operação, menos sobrecarga de funcionários, etcetera e tal. Em um relance saquei porque a minha barganha não funcionaria: a empresa que oferta o serviço do onda livre não era a própria ponte. Esta empresa leva sua grana não na eficiência do sistema, mas na cobrança da adesão/mensalidade. O programa de marketing do produto facilitador de um problema que poderia não existir subsidiava a tal “adesão” para ir buscar as mensalidades de cada usuário.

Pois bem… qualquer um que passe na Ponte Rio-Niterói e pare nas 10 ou 12 cabines do Pedágio percebe que apesar da existência da tecnologia, o modelo ainda preconiza que roube-se esse tempo da população pela sedução das três a quatro faixas disponíveis de rápida passagem pelo pedágio, gerando assim um negócio que não precisa existir.

Claro que, nem mesmo os usuários do Onda Livre se dão conta que eles também são prejudicados, uma vez que em horários mais densos, o trânsito começa antes de sua faixa exclusiva…

A concessão implementada em 2015 na operação da Ponte Rio-Niterói não irá contemplar tal política, mas o Ministério Público pode começar a pensar nas próximas gerações de usuários da mesma na próxima concessão. No mais, há estradas e pedágios por aí trocando de concessão e até mesmo iniciando suas operações. Não seria nada mal que o MP fiscalizasse e sugerisse que um plano de automação já fosse disponibilizado aos usuários das concessões e que isso não ROUBASSE deliberadamente com um gargalo programado o tempo da população em prol do negócio que a própria população concedeu autorização que fosse realizado em espaço coletivo.

Eu quero ter doze faixas de rolagem livre incentivadas no pedágio (na verdade, eu gostaria de não ter essa bosta de pedágio, mas um passo por vez) e duas para os eventuais não adeptos ao sistema e não o contrário. Nesse aspecto o Estado pode e precisa ser atuante e intervir preparando-se para saber o que exigir dos operadores dos recursos de todos.

Apenas alerto que façam rápido, pois se forem esperar há grande chance do gestor das empresas que fornecem o serviço aparecerem com o subsídio inverso e implementarem o sistema na marra via diferenciação de tarifas levando os próprios usuários a subsidiarem por extorsão a automação como a famosa “taxa de comodidade”. Será eficiente de toda forma, mas demorará mais, será mais traumático e atribulado por pendengas judiciais que não interessam a quase ninguém.

Não há necessidade de obras, gastos exorbitantes,  contratações desmedidas, estatizações ou revoluções. Isso é feito Mundo à fora, e é feito por aqui mesmo como o exemplo das Barcas Rio-Niterói ou os próprios ônibus urbanos. Basta o entendimento que uma concessão pública tem em sua metrificação de “lucro” bem atender à população gerando riquezas à essa e que, naturalmente, limitar a eficiência do sistema em prol do negócio e do operador é pernicioso devendo o gestor responsável pela elaboração e fiscalização do edital de contratação estar atento e diligente aos processos de utilização desses recursos públicos.

“Ou você domina o algoritmo do Facebook, ou ele te domina”

April 13th, 2015 por | 2 Comments | Categorias: Consumo, Mídia, Sociedade

A frase é belíssima, guardei no caderninho. O artigo, entretanto, não. Especialmente publicado em um site chamado Administradores.

O artigo publicado no site especializado na arte de administrar encarna o medo leigo e primitivo de coleta e processamento de dados visando aprimoramentos e atualizações freqüentes de um Processo. Encarna de uma forma tão clichê que cai na esparrela detratar “rede social” como designação exclusiva de ambientes virtuais.

Desde que o Mundo é Mundo estudam-se hábitos, seja intencionalmente seja por heurística. Até teu cachorro manja quando tu vais sair para teu proveito, quando é para levá-lo para passeio ou quando vais ao veterinário.

Alguém acha que a informação sobre o teu trajeto de ônibus não é coletada, ou ao menos não há a tentativa coletá-la da forma mais completa e proveitosa possível? Que essa informação não é usada para definir qual a linha de ônibus será disponibilizada, qual a freqüência do ônibus, qual a tarifa e qual tamanho do dito cujo? Se pode ser escroto andar de ônibus com alguém coletando tais informações, seria possível que se andasse sem essa coleta?

Não precisa ser um sistema tão complexo e com escala de massas. Experimente entrar em uma mercearia na sua inauguração e voltar um ano depois, um mês que seja. A chance de produtos terem mudado de lugar e mesmo a oferta dos mesmos também terem modificado é enorme. O comerciante coleta novos dados interativamente com seus clientes assim que passa a disponibilizar seus serviços.

Alguém a controlar esses dados pode me ferrar? Naturalmente que sim, mas… e daí? Alguém não controlando tais dados por certo irá me ferrar ou no mínimo não terei aprimoramentos nos Processos e muito menos a construção de sistemas complexos e elaborados.

O artigo publicado no site Administradores não ressaltou em como o Facebook apesar dos pesares conseguiu organizar uma gama enorme de pessoas, grupos e empresas heterogêneas organizando a Torre de Babel. Faltou a presença de espírito de enfatizar de algum modo que um profissional que teoricamente teria o treinamento e a capacitação para comandar esse tão crucial, importante, necessário e inevitável sistema de coleta, processamento e aplicação de dados seria justamente o Administrador.

Eu, particularmente, quando vejo que uma empresa/associação é maneira, fornece-me um serviço aceitável para meus critérios e mostra que aprimora seus processos (nem que isso signifique eventual perda de benefício meu) entrego os dados tranqüilamente. Para as nefastas por outro lado, identifico como é feita a coleta e busco sabotar sempre que possível para ao menos forçá-las a se virar. No mais, valendo tanto para Facebook ou para a mercearia, todo o esforço para tentar domá-los é válido. Dificilmente você conseguirá, mas a chance de ficar de quatro tomando um vassourada no rabo à toa diminui consideravelmente.

Mapa Demográfico Eleitoral Brasileiro

November 1st, 2014 por | 4 Comments | Categorias: Política, Sociedade

Mapa Demográfico Eleitoral Brasileiro

O Brasil não tem voto distrital para o Executivo como os mapas que foram confeccionados após as eleições presidenciais pareciam indicar. Ganhar no Rio Grande do Sul não significa ganhar o Rio Grande do Sul.  É uma diferença e tanto. Um voto vale rigorosamente um voto em qualquer lugar do Brasil com sua eleição majoritária, o que não acontece nos EUA com a sua distrital. Essa questão já me deixou encucado em olhar os mapas, porque ganhar em SP no modelo norte-americano seria uma coisa, no modelo brasileiro outra completamente diferente; perder por pouco em MG do Brasil não é catastrófico como perder por um voto na MG norte-americana.

Afligiu-me sobremaneira, entretanto, as representações do mapa eleitoral do Brasil no mapa territorial brasileiro. Associado à cartografia, os mapas territoriais desenvolvidos para localização atingiram estúpida popularidade, contudo trazem informações limitadas. Tais mapas contém tão somente as localizações e dimensões territoriais dos locais, excepcionais para medir distâncias, definir localizações, climas, vegetações e condicionantes geográficas, mas insuficientes em análises sociológicas. Um mapa de perfil eleitoral precisa apontar eleitores e não territórios.

O Amazonas vermelho não tem grande relevância eleitoral, é de conhecimento comum que o número de eleitores nesse Estado é bastante reduzido apesar de suas dimensões territoriais imensas. Por que ele é o maior destaque em todos os mapas utilizados em todos os jornais e por que acatamos esse erro tão candidamente? Por que o Nordeste aparece tão mais relevante que São Paulo nos mapas e não apenas acatamos esse erro como no caso amazonense como ainda nos colocamos a nos aprofundar no erro elaborando teses e mais teses a partir dessa informação gráfica equivocada?

O mapa cartográfico aplicado aos colégios eleitorais é inadequado por não refletir exatamente o número de eleitores, que é a principal informação. Sendo um mapa uma escala, resolvi adequá-lo a uma escala reconhecida, a tradicional representação cartográfica do País Brasil e distribuir nessa escala as unidades federativas brasileiras proporcionalmente aos seus colégios eleitorais(*). Como a intenção de um mapa é apresentar uma simplificação de informações, essas áreas foram adequadamente distribuídas de modo a coincidir com suas localizações territoriais, o que também é um dado importante, mas não único.

O Mapa da miscigenação eleitoral de Thomas Conti

A utilização dos mapas cartográficos para representação eleitoral não é inútil. Longe de mim passar qualquer impressão à esse respeito, mas ele pode ser aprimorado às necessidades de informações que se deseja passar. Inquieto em outro aspecto, Thomas Conti teve cóleras viscerais ao observar as representações dicotômicas de Estados puramente Dilmistas e Estados puramente Aecistas, um erro mais grave ainda que a distorcida representação dos colégios eleitorais.

Thomas Conti para rechaçar a dicotomia de ódio xenófobo que se instaurava (ou instaura-se, sei lá) teve a simples (e genial) ideia de apresentar ao público uma escala cromática denotando a miscigenação das preferências do eleitorado no 2º turno das eleições presidenciais brasileiras em 2014 . Humildemente, eu oferto ao público a mesma escala cromática, adequada aos colégios eleitorais brasileiros em 2014.

Mapa Demográfico Eleitoral Brasileiro na escala Thomas Conti

Metodologia e Interpretações

A metodologia consistiu em demarcar a fração de cada federação no mapa territorial brasileiro a partir das razões entre os votos válidos no 2º turno na eleição presidencial de 2014. Para facilitar visualmente, essas frações foram distribuídas de modo a se assemelhar ao mapa geográfico do Brasil.

Uma interpretação simples é entender que se cada eleitor ocupasse o mesmo espaço (a mesma metragem quadrada) e fosse distribuído pelo Brasil, as áreas necessárias para que eles se espalhassem seriam as mostradas no mapa.

Adotei o que chamei de colégio eleitoral desprezando-se abstenções. Esse colégio eleitoral teve como base dados de eleitores e por isso chamei de Mapa Demográfico Eleitoral Brasileiro. Naturalmente, poderia confeccionar o mapa a partir das populações de cada Estado e o resultado seria bastante similar uma vez que o colégio eleitoral está intrinsecamente ligado à população. Um mapa puramente demográfico ao meu ver seria formalmente mais adequado para aplicações mais gerais em outros campos de pesquisa e poderia sem qualquer ressalva ser chamado de Mapa Demográfico Brasileiro, porém eu comecei por esse e fiquei com preguiça de ajustá-lo. Meu amadorismo preguiçoso mandou eu tascar um “eleitoral” no título e publicar logo o artigo. O pesquisador profissional que quiser desenvolver tal mapa, terá minha benção, até ensino como fazê-lo, basta me procurar. O único compromisso é quando tiver show do The Who no Brasil comprar um ingresso para mim. Oportunidade de ouro.