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Com que roupa que eu vou?

June 4th, 2010 | No Comments | Filed in Acasum, Test-Drive

Qual a melhor Seleção Brasileira Campeã do Mundo?

Tal questionamento está sempre pairando o ar em discussões de quem gosta de futebol. Não só importa qual foi a melhor, mas também diversos aspectos inerentes às conquistas tais quais a mísitca de cada time, as circunstâncias de cada Copa com seus diferentes adversários, o modo como a Seleção chegou para disputá-la, como foi se moldando e por fim, os personagens que marcaram cada conquista.

O começo de cada discussão é marcado invariavelmente com os debatedores cravando seus respectivos times, expondo e contrapondo posições e por fim chegando à conclusão de que o melhor time era o que já tinha em mente no início dos sempre conturbados debates. Mesmo que em outra roda de discussões sua Seleção tenha mudado, o que importa é defendê-la de cabo á rabo.

Todavia, o verbo aceita qualquer opinião sem maiores consequências, mas… e ficando diante de uma situação em que essa escolha irá se materializar. Isto é, a tua opinião terá uma consequência material ao escolher uma Copa em detrimento à outras. E não há com quem discutir para formular opinião a não ser consigo mesmo.

Nesta situação que me encontrei há alguns dias quando recebi o contato da El Cabriton Y Amigos sobre o projeto Sala, Copa, Cozinha referente ao lançamento de uma coleção de camisas homenageando as 5 Seleções Brasileiras Campeãs do Mundo.

Eu fiquei com a doce tarefa de escolher uma dentre os 5 modelos e ter a oportunidade de conhecer o material da melhor forma possível… usando. E para quem usa como avatar uma camisa atemporal remetendo à construção do Maracanã para a Copa de 50, não poderia haver missão mais a calhar.

A complicação começou, entretanto, olhando as camisas. Qual escolher?

Caprichosa caixinha com o mimo

Quando se gosta e tem motivos para escolher várias, é bom começar por exclusão, e assim descartei 2002 pela proximidade da mesma, a Copa que curiosamente menos maturei em minha mente. A vida não se tornou fácil, pois ainda restavam 4 Seleções, cada uma com motivos suficientes para a escolha.

Podendo ser chamado de louco, a segunda camisa que exclui foi a de 1958, Copa em que primeiro recebi avalanche de informações e logo me encantei. Talvez por isso, estivesse saturado da mesma. Algo como conhecer os Beatles por seus primeiros discos e mais tarde ir amadurecendo o gosto pelas fases derradeiras.

As três Copas seguintes não tinham mais os aspectos de proximidade e distância para excluí-las, necessitando de abordagens diferentes para a exclusão.

Pelo forte amarelo e a tipografia característica, a camisa referente à Copa de 1970 saltou aos olhos como provável escolha, mas preteri-a em virtude do ar retrô setentista que acompanha o torcedor do Fluminense. Nem a Seleção pode concorrer com o clube do coração. Rivellino jamais vestiu uma camisa amarela ou alvinegra.

Fiquei então com 1962 e 1994, camisas que prezam por momentos indistingüíveis (com trema como nesses anos) passando por personagens marcantes da Copa. 1962 com o mito Garrincha e 1994 com o inusitado foco em… Roberto Baggio.

Como 94 foi a Copa perfeita (sim. A perfeição de uma Copa é medida em quantos anos você tem ao ver o Brasil ganhar) e curti em demasia a referência off-Brasil decidi que seria essa. No entanto… como deixar Garrincha de lado. Até na final a dúvida pairou, quando decidi fazer o que deveria ter feito desde o início do processo: pedir para Ana Paula escolher que sem pensar muito mandou na lata:

A de 58 é linda. Escolhe a mítica do Garrincha para você e COMPRA para mim a do Pelé

Resultado da brincadeira:

Como ainda quero bastante a de 94 e Ana Paula atiçou quanto à 58, já vi que vou acabar  mandando ver no kit.

Aos demais interessados, o caminho é por um dos tantos links espalhados pelo post (imagens inclusas). As estampas são de séries limitadas contendo 200 de cada peça (199 do Garrincha).

Praying

June 2nd, 2010 | 1 Comment | Filed in Fotografia

Praying

Meteorologistas, Países tropicais e temperados, Pesquisas, Concursos e Deslizamentos

April 8th, 2010 | 4 Comments | Filed in Acasum, Ciências

Meteorologistas brasileiros apontam deficiências dos softwares e radares pois esses são desenvolvidos pelos temperados países de 1º Mundo.

Ah… não tem software desenvolvido por aqui não… ah…. que peninha… Pergunta a um bolsista quanto ele recebe para fazer pesquisa por aqui se neguinho vai ficar “perdendo tempo” desenvolvendo qualquer coisa. Pode perguntar em qualquer área.

Pergunta se tem como ser exclusivamente pesquisador. Nem leve em conta um pesquisador que porventura não venha a produzir nada de curto prazo e que tenha o mero intuito de… pesquisar. Pode ser aquele que está a desenvolver pesquisa para algo que será implementado por uma empresa ou Universidade.

Nada contra quem se locupreta com concurso para áreas burocráticas e para a própria Máquina, desde que os mesmos não fiquem chateadinhos que o País corre por fora em Ciências e arque com os prejuízos decorrentes disso.

Batavo, Olympikus, BMG e Flamengo – Você é o que consome

March 18th, 2010 | 1 Comment | Filed in Acasum, Futebol, Marketing

As últimas semanas tem nos brindado com noticiário sobre as aventuras e desventuras da trupe rubronegra pelas favelas do Rio de Janeiro. Diga-se de passagem, que não é nenhuma novidade, e ressalta-se que tal postura era vista pela sociedade de uma forma livre de preconceitos.

Em sua volta ao futebol brasileiro, Adriano não se escondeu para frequentar a Vila Cruzeiro e jamais foi criticado. Pelo contrário, sua forma desprendida de lidar com sua região de origem era exaltada e aplaudida tal qual Oswald Cobblepot retornando à Gotham.

O Imperador tinha em sua naturalidade encontrado a tal alegria que ele viera buscar ao voltar da Itália.

Adriano visitava a favela e decidia em campo, levando o Flamengo ao título de Campeão Brasileiro. Pelo caminho, alguns tropeços com faltas à treinos, queimaduras e um ou outro quiprocó, amplificados por ser quem era, mas justamente rechaçados como graves problemas. Pois Adriano faltava o treino e só. Seu nível era o mesmo, apesar dele não ser um funcionário padrão, como muitos dos que lêem essas linhas não o são.

Vagner Love chegou em 2010 e a dupla iniciou com sucesso o Império do Amor, de muita afinidades dentro e fora de campo. Vagner Love faz sensacional começo de carreira com a camisa do Flamengo alcançando marca expressiva de gols nos primeiros jogos e entrosado com a barulhenta trupe de jogadores do Flamengo afeitos às noitadas e bailes.

O prosaico caso da mulher de Adriano que subiu nas tamancas e colocou para quebrar na Chatuba deu uma leve explanada na rapaziada. Habilmente a diretoria do Flamengo tirou Adriano de cena dispensando-o da partida contra o Caracas na Venezuela e tudo entrou nos eixos sem maiores alardes e consequencias, onde Bruno saiu mais chamuscado por sua declaração de bater em mulher (e claro, porque tem histórico e falou com propriedade – aliás, bater em mulher deve fazer parte do treinamento da posição na Gávea).

Um pequeno bafafá sobre alcoolismo de Adriano ainda foi levantado mas bem rechaçado inclusive por José Luis Runco médico do clube e da Seleção. Convenhamos que a ligação entre o barraco de uma mulher ciumenta em um baile e alcoolismo é um tanto quanto fraca.

Mesmo com tais “contratempos” tudo ia bem. Afinal, como dito antes, eram episódios prosaicos, que inclusive caíam bem na figura de anti-herói competente que Adriano e sua turma simbolizavam. Aqueles que bebem, vão à festa, fazem orgia, pegam mulher, frequentam seus lugares de origem com despreendimento e resolvem no campo.

Até que…

…Até que o alardeado despreendimento dos atacantes rubronegros com seus amigos de infância começaram a ir de encontro com as convenções da sociedade carioca que aceita muito bem uma farra, mas tem um justo pânico em relação ao crime organizado associado especialmente ao tráfico de drogas. O Fantástico exibiu vídeo de Vagner Love com naturalidade sendo escoltado por bandidos armados ao ir em um baile funk na Rocinha e uma misteriosa moto envole uma senhora de 64 anos sem carteira de habilitação, mãe do chefe do tráfico do lugar, à Adriano.

Houve quem se posicionasse e o assunto caiu na boca do povo. Eu fui saber como ruído de um diálogo entre José Ilan, repórter da TV Globo e Léo Moura, lateral miguxo do Flamengo

Peguei uma carona na fonte e fui ver o que aperreava tanto o miguxo e me deparei com o artigo no tal site do Maranhão afiliado à Globo.com (TM José Ilan).

O autor, cujo estilo indica, deve ter motivações clubísticas contrárias ao Flamengo. Também do estilo, depreende-se que foi escrita à revelia da organização para quem escreve uma vez que foge inteiramente posicionar-se de forma tão veementemente contrária a um assunto querido de tantos clientes da mesma.

O artigo quando vi estava já editado (provavelmente por ordens de cima) mas ainda assim continha bobagens que serviram desviar-se do foco principal que era de uma clareza estonteante:

O Flamengo parece um antro de marginais…
por Marco D’Eca

O centro-avante Adriano é um cachaceiro marginal e descontrolado, protegido pela mídia flamenguista e financiada por quem quer vê-lo na Copa.
Wagner Love é marginal mesmo – no sentido social do termo – destes que participam de festas com traficantes e acham normal a convivência.
O goleiro Bruno se revela um marido brutamontes, agressor de mulher e farrista inveterado, com as declarações bisonhas que deu à mídia.
Além deles, vários jogadores rubro-negros participam de farras e bebedeiras antes, depois e até durante os jogos do Flamengo.
Nenhum outro time de futebol no Brasil abriga tanta gente desajustada quanto o Flamengo – marginais no sentido amplo da palavra, aqueles que vivem, por exclusão ou opção, à margem da sociedade organizada e civilizada.
Nenhum outro time registra tantos jogadores com problemas sociais quanto o Flamengo.
Este é o Flamengo, parece um antro de marginais.

(há uma besteirada sobre problemas de torcidas que não reproduzi aqui)

Os advogados da Nação voaram em cima do artigo, motivando o autor a escrever um novo artigo, ainda contundente, mas dessa vez absolutamente claro

As verdades sobre os jogadores do Flamengo doeram na alma
por Marco D’Eca

É impressionante como a sociedade tende a tolerar certos deslizes legais quando envolvem os seus iguais.
O texto abaixo, sobre os craques do Flamengo metidos com marginais é um exemplo disto.
Recorde nacional de comentários, o texto recebeu uma avalache de flamengusitas em defesa de Adriano e Vagner Love. E até este momento (15h30) há outros 592 para serem moderados.
O golerio Bruno, na verdade, nem vem ao caso, porque apenas deu uma declaração infeliz. Nada a ver também a crítica à presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, a quem se pede desculpas públicas.
Os termos usados contra eles também foram chulos, mas Adriano e Vagner Love cometeram crimes sim!
Pelo que Vagner Love fez, flagrado ao lado de traficantes perigosos com armamento pesado – depois admitido pelo próprio em entrevista – o cantor Belo passou anos na cadeia.
É no mínimo Associação para o Tráfico, mesmo crime de Adriano, conforme interpretação do que foi revelado em Veja.
Equivocadas as justificativas de torcedores flamenguistas, de que eles estavam apenas visitando as comunidades humildes de onde vieram.
Tanto Adriano quanto Love têm condições financeiras e força política para influenciar a vida de suas comunidades para melhor. E o combate ao tráfico é só uma destas ações obrigatórias.
Um homem público – seja ele político, jornalista, cantor ou jogador de futebol – não pode se dar ao luxo de envolver-se com bandidos.
Eles, os jogadores, têm dívidas com a sociedade, pois influenciam uma boa parte dela.
Estes bandidos com os quais Vagner Love acha normal ficar, ou aqueles a quem Adriano pediu para expulsarem sua namorada da Favela, são criminosos perigosos, que destroem a sociedade, ceifam vidas e acabam com as esperanças de parte da juventude.
Jogadores como Vagner Love ou Adriano – este último, inclusive, cotado para a Seleção Brasileira – não podem se divertir em farras com traficantes em um sábado e, no dia seguinte, serem tolerados pela direção dos seus clubes em jogos de futebol.
A imagem pública deles não condiz com o comportamento. E “passar a mão” em nome de um jogo de futebol é crime de lesa-pátria.
Se a torcida do Flamengo acha isso normal e até gosta, tudo bem – não se pode exigir muito dela.
Mas estes homens públicos devem satisfações ao restante da nação, que espera deles, no mínimo, comportamento respeitável.

(* onde lê-se, texto abaixo, é a citação anterior)

****

Os artigos acima na verdade são ilustrativos, não são eles que desejo discutir apesar de apresentarem de forma crua, direta e lúcida as questões para reflexão que seguem-se.

A sociedade carioca tem justificada paranóia no que se refere ao crime organizado do tráfico de drogas. Tal paranóia faz com que outras atividades ilícitas sejam imediatamente associadadas a ele, mesmo quando não há correlação plausível, gerando argumentação e repulsa por tal atividade com essa associação.

Um argumento banal para o combate à pirataria é que ao comprar-se um DVD pirata, o comprador financia o tráfico de drogas (eu não consigo ver o porquê um sujeito iria ficar o dia inteiro no Centro da cidade vendendo DVD’s piratas para depois financiar o tráfico). Mas não importa se financia ou não, e sim que é visto como.

Tal associação, faz com que o carioca tenha de criar subterfúgios morais para comprar tais produtos e dormir tranquilo.

Adriano e Vagner Love vem sendo investigados pela polícia, e nada se provou que eles sejam criminosos. Não é impossível que não seja provado e muito menos que não sejam criminosos, afinal, presume-se inocência até que se prove o contrário.

tais atletas tem, mesmo que pelo nobre sentimento de amizades de infância, afinidade e acesso à traficantes de drogas

Acontece que inegavelmente, tais atletas tem, mesmo que pelo nobre sentimento de amizades de infância, afinidade e acesso à traficantes de drogas com armamento pesado que tanto assustam à população carioca e cultuam o que mais negativo há na imagem da cidade Brasil afora e exterior.

Isto leva a questão:

O consumidor que rechaça produtos piratas por eles aludirem ao tráfico de drogas é o mesmo que com total despreendimento consome produtos que tem como principais garotos propagandas sujeitos cujo estilo de vida se mistura à traficantes?

Vale à pena que essas empresas alardeiem com pompa e circunstâncias que ajudam a trazer e manter quem vende um estilo de vida à margem da sociedade legal e organizada? Que se ligam àqueles que trazem o pânico à população?

Por luxúria e adultério, Tiger Woods sentiu no bolso com a saída de Accenture, Gatorade e Gillete.

Que valores Batavo, Olympikus e BMG sinalizam a seus consumidores e investidores ao colocarem nas vitrines, por milhões de reais, o tráfico de drogas, o crime organizado e o contrabando de armas pesadas? Esses é que não são.

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Artigo publicado e debatido no Blá blá Gol

Previsão para 2012

December 31st, 2009 | 3 Comments | Filed in Acasum

Vai acabar 2009. Fazer previsão para 2010 é muito fácil. Pulemos logo para 2012.

Esquecemos os pormenores e prevamos o que interessa:

O Mundo acabará ou não neste ano?

Não, aposto sem medo.

Se não acabar, informo o número da minha conta. Caso eu esteja errado, podem vir me cobrar.

Que ao menos deixem ter Olimpíadas

Que ao menos deixem ter Olimpíadas

Adestramento Inteligente – Alexandre Rossi

December 5th, 2009 | 5 Comments | Filed in Acasum, Resenha, Test-Drive

A sugestão do livro Adestramento Inteligente vale para dois tipos de leitor.

Obviamente para aquele que tem ou planeja ter um cão.

Quando li o livro, um dos meus cachorros, o weimaraner, era filhote ainda, e pude constatar a mudança do comportamento dele adotando as práticas sugeridas no livro.

Entretanto, as práticas não são somente “sugeridas”. Elas são explicadas, pois o intuito do livro é mostrar como pensa um cachorro. E à partir do conhecimento do funcionamento de seu cão, usar a nossa inteligência para adestrar o canino.

Tendo em base essa premissa, surge o segundo tipo de leitor, aquele que se interessa por qualquer tipo de assunto. Alexandre Rossi mostra como pensam e se comportam os cachorros. E o que se fazer para conviver com eles.

É melhor que livro de auto-ajuda, recursos humanos ou gestão de pessoas.

Quer ler mais um pouquinho sobre o adestramento inteligente em si, entre no site do próprio Alexandre Rossi (isso é uma suposição minha) Organização Cão Cidadão.

Li esse livro há uns 8 anos atrás, curiosamente emprestado (sou da teoria que livros devam ser emprestados, dados, o escambau, mas lidos por muitas pessoas) e nunca comprei. Mas já recomendei diretamente à muitos donos de cachorro.

Agora uso a internet para recomendar. E vale às ressalvas feitas acima. Vale à pena até para quem não tem ou não gosta de cães, mas o gostoso mesmo é ler tendo um como laboratório.

O garoto do Balão debaixo do trem

October 16th, 2009 | 1 Comment | Filed in Acasum, Mídia

Volta e meia um acontecimento prosaico vem assolar minha paciência entrando por osmose de tão batido que fica no noticiário.

Pensando bem, prosaico não é a palavra, porque coisas importantes e/ou notáveis também tem o devido (sic) destaque. A principal característica é ser pontual.

Recentemente, tivemos Nelsinhogate, Michael Jackson, gripe suína, Crise, namorado raptando namorada e negociando com Ana Maria Braga, padre no balão, avião desaparecido, etcetera.

Pelo menos, essas foram notícias de coisas que de fato, aconteceram. Ficaram sendo marteladas, repercutidas, analisadas, esmiuçadas e alongadas até alguém fazer outra cagada por aí.

Mas dessa vez foi foda. A notícia é sobre algo que não aconteceu.

I see dead people

I see dead people

O moleque se escondeu, merece umas belas palmadas.

Foi armação da família para aparecer na mídia? Bem feito para a mídia. Gastaram duas horas filmando um balão voando por aí.

Pensando bem: Bem-feito para quem acompanha essas bobagens, porque a mídia conseguiu o que precisa: assunto, mesmo que este não exista. Os telespectadores babacas que se sentiram enganados, sempre o foram, quando acompanham por semanas por notícias que podem ser dadas em 10 segundos. É o show, sábio Garoto do Balão.

O bebê que caiu debaixo do trem não vai virar notícia. Pelo menos não até ele aprender a falar. Se fosse nos EUA a mãe relapsa iria na Oprah e viraria heroína da Nação.

Acho que vou jogar minha TV no trilho.

Ô Trem bão, sô

Ô Trem bão, sô

Lady in Red

July 10th, 2009 | 3 Comments | Filed in Acasum, Humor
Just like in Matrix

Just like Matrix

Michael Jackson deveria morrer mais vezes

July 4th, 2009 | 6 Comments | Filed in Acasum, Mídia

Normalmente eu vejo uma notícia e pronto. Já sei praticamente tudo o que me interessa sobre ela.

As de maior impacto são uma angústia para mim, porque se arrastam semanas com a repercussão da mesma ladainha, que invariavelmente não serve para nada. Um avião caiu. Ponto. Leva um segundo. Mas o martírio do noticiário fica por semanas com o drama dos familiares e todo brasileiro vira especialista em aviação.

Há uma gripe. Pode virar epidemia. Os cuidados a se tomar são X, Y e Z. Ponto. Novo martírio. Menos mal que nesse caso ainda dá para ficar fazendo um gráfico no Excel do crescimento exponencial.

Um maluco fez a namorada de refém e deu um tiro na mesma. Ponto. Novamente familiares tomam conta da TV. Ana Maria Braga é alçada a papel de mediadora.

Por mim pode ficar massacrando na TV a morte de Michael Jackson por semanas, meses à fio. Rezo a Deus que não estraguem a notícia com outro evento que tenha família no meio.

E se tiver, faça como Michael e retire-a do testamento.

Meus ouvidos agradecem

Ecoolerturismo

March 20th, 2009 | 26 Comments | Filed in Sustentabilidade, Test-Drive

Contato com a natureza, mochila nas costas, barraca de camping e disposição compoem o ecoturismo.

Mas convenhamos, isto é mel na chupeta. Qual o mérito de chegar a algum lugar tendo como desafio levar apenas a si próprio.

E isso sempre causou certo desconforto nos cervejeiros clássicos:

Qual o sentido andar como um condenado e não ter uma cervejinha para beber?

Mas eis que no Carnaval de 2009, eu e Gabão e Uchôa, acompanhados de Barrigudinho caso esquecessemos como voltar para casa, estabelecemos um marco, o ponto zero do ecoolerturismo na Serra do Cipó.

Mas não pensem que o ecoolerturismo é tarefa trivial. Vamos às diretrizes:

  1. Utilize o cooler para 12 latas – O de 24 latas é muito legal para ficar no churrasco, mas você não terá mobilidade suficiente para andar com ele cheio de gelo por rios e encostas
  2. Faça seu gelo – O ecoolerturista por princípios sairá de um lugar com geladeira, até porque, quando não está desbravando novos territórios, ele está confortavelmente bebendo. Faça o seu próprio gelo no dia anterior.
  3. Leve cerveja gelada – O ecoolerturista é um ser racional, e portanto, utiliza-se a mesma geladeira que se faz o gelo para gelar a cerveja levada na sua ecooleraventura. A idéia não é gelar a cerveja durante o passeio, mas sim manter um ambiente endotérmico com os menores níveis de temperatura possíveis. Ao mistrurar cerveja quente, pode ter certeza que o gelo não dará vazão até o fim de um passeio ecoolerturista diminuindo o prazer.
  4. O lixo vai e volta – Ora bolas, o único lixo produzido por ecoolerturista é a própria latinha de cerveja, que volta do passeio no mesmo lugar de onde veio: o cooler.
  5. Filtro – O ecoolerturista deve manter o ciclo hidrológico. O líquido entrará em forma de cerveja no ecoolerturista, que atuará como filtro, e retornará a natureza.
  6. De montante à mijusante – o líquido deve preferencialmente ser filtrado e expelido no ponto mais à montante possível, para abastecer todos os demais seres à mijusante.
  7. Não profane seu instrumento de passeio – Água, sanduichinho e refrigerante podem ir em bolsa térmica, na mão, no diabo que os carregue. O ecoolerturista levará em seu cooler, apenas cerveja e gelo.
  8. O cooler é de sua inteira responsabilidade – Em alguns trechos, você pode até pedir para outra pessoa te ajudar, mas lembre-se que qualquer acidente que ocorra com o mesmo, será de total responsabilidade do bêbado proprietário do cooler. É imprenscidível que se consiga chegar a qualquer lugar sem depender de ninguém. Se for para alguém ajudar a carregar, é melhor ficar no bar.
  9. Tenha mais atenção ao carregar o cooler que uma criança. Há momentos em que o acesso é complicado e o cooler, tal qual uma criança ficam expostos a situação de riscos. Mas lembre-se que se uma criança esbarrar em uma pedra, cicatriza. O cooler não. Além do que, o tampão da cabeça de uma criança não abrirá esparramando massa encefálica caso você a vire de cabeça para baixo, ao contrário das latinhas e do gelo rolando se por algum mísero instante você tiver de virar seu cooler de ponta a cabeça.
  10. A cerveja é sua – Ecoolerturistas são exclusivistas. Passa por todo um processo para chegar onde chegou. No máximo, o ecoolerturista permitirá que alguém que o acompanhou desde o início de sua jornada desfrute consigo de sua cervejinha. Só essa pessoa seria testemunha do que se passou para chegar  com o cooler em algum ponto. Qualquer outra pessoa, inclusive as que vierem com capitalista oferta em espécie deve ser escorraçada. Beba a água, sanduichinho ou refrigerante que trouxeram na bolsa térmica.

Vantagens e desvantagens do ecoolerturismo ao ecoturismo:

Vantagens:

  • Não necessariamente o ecoolerturista precisa ir a um lugar associado à natureza. Ele pode levar orgulhosamente seu cooler a qualquer lugar, como a Torre Eiffel, Muralha da China ou Iguaba Grande (nesse caso, favor usar cooler de Cintra, Bavaria ou afins).
  • O ecoolerturista não tem de se preocupar com logística de bebida e alimentação. A cerveja faz esse papel.
  • O ecoolerturista não ficará chupando dedo por achar que um lugar para ficar completo precisaria só uma cervejinha.
  • A droga que ele carrega é legal.
  • Pode se usar as latinhas para formar indicações na trilha para não se perder (versão ecoolerturista de João e Maria).

Desvantagens:

  • O ecoturista pode levar a droga dele enrolada em qualquer papel no bolso, pesando gramas, enquanto a ordem de grandeza da droga do ecoolerturista é de quilogramas.
  • Algum ecoturista xiita pode recolher as latinhas de sua trilha.

Às nossas custas, fizemos da Serra do Cipó a Meca dos ecoolerturistas, mas agradeceríamos muito à AMBEV se pudesse patrocinar nossa missão de levar o ecoolerturismo há todos os lugares deste Mundo (talvez não na Austrália porque dizem que a cerveja lá é uma porcaria).

Em tempo: Acusam-me de ter inadvertidamente apropriado-me do termo ecoolerturismo quando todos sabem que tal nomeclatura sempre existiu e por ninguém foi inventada, apenas descoberta. Como bom praticante da modalidade, certamente estava eu suficientemente bêbado quando o termo foi, por assim dizer, proferido, fazendo com que, com as devidas ressalvas e apenas para fins de registro aceite tal identificação de batismo, pois a paternidade deve ser concedida a quem cria.