Com que roupa que eu vou?
June 4th, 2010 | No Comments | Filed in Acasum, Test-Drive
Qual a melhor Seleção Brasileira Campeã do Mundo?
Tal questionamento está sempre pairando o ar em discussões de quem gosta de futebol. Não só importa qual foi a melhor, mas também diversos aspectos inerentes às conquistas tais quais a mísitca de cada time, as circunstâncias de cada Copa com seus diferentes adversários, o modo como a Seleção chegou para disputá-la, como foi se moldando e por fim, os personagens que marcaram cada conquista.
O começo de cada discussão é marcado invariavelmente com os debatedores cravando seus respectivos times, expondo e contrapondo posições e por fim chegando à conclusão de que o melhor time era o que já tinha em mente no início dos sempre conturbados debates. Mesmo que em outra roda de discussões sua Seleção tenha mudado, o que importa é defendê-la de cabo á rabo.
Todavia, o verbo aceita qualquer opinião sem maiores consequências, mas… e ficando diante de uma situação em que essa escolha irá se materializar. Isto é, a tua opinião terá uma consequência material ao escolher uma Copa em detrimento à outras. E não há com quem discutir para formular opinião a não ser consigo mesmo.
Nesta situação que me encontrei há alguns dias quando recebi o contato da El Cabriton Y Amigos sobre o projeto Sala, Copa, Cozinha referente ao lançamento de uma coleção de camisas homenageando as 5 Seleções Brasileiras Campeãs do Mundo.
Eu fiquei com a doce tarefa de escolher uma dentre os 5 modelos e ter a oportunidade de conhecer o material da melhor forma possível… usando. E para quem usa como avatar uma camisa atemporal remetendo à construção do Maracanã para a Copa de 50, não poderia haver missão mais a calhar.
A complicação começou, entretanto, olhando as camisas. Qual escolher?

Caprichosa caixinha com o mimo
Quando se gosta e tem motivos para escolher várias, é bom começar por exclusão, e assim descartei 2002 pela proximidade da mesma, a Copa que curiosamente menos maturei em minha mente. A vida não se tornou fácil, pois ainda restavam 4 Seleções, cada uma com motivos suficientes para a escolha.
Podendo ser chamado de louco, a segunda camisa que exclui foi a de 1958, Copa em que primeiro recebi avalanche de informações e logo me encantei. Talvez por isso, estivesse saturado da mesma. Algo como conhecer os Beatles por seus primeiros discos e mais tarde ir amadurecendo o gosto pelas fases derradeiras.
As três Copas seguintes não tinham mais os aspectos de proximidade e distância para excluí-las, necessitando de abordagens diferentes para a exclusão.
Pelo forte amarelo e a tipografia característica, a camisa referente à Copa de 1970 saltou aos olhos como provável escolha, mas preteri-a em virtude do ar retrô setentista que acompanha o torcedor do Fluminense. Nem a Seleção pode concorrer com o clube do coração. Rivellino jamais vestiu uma camisa amarela ou alvinegra.
Fiquei então com 1962 e 1994, camisas que prezam por momentos indistingüíveis (com trema como nesses anos) passando por personagens marcantes da Copa. 1962 com o mito Garrincha e 1994 com o inusitado foco em… Roberto Baggio.
Como 94 foi a Copa perfeita (sim. A perfeição de uma Copa é medida em quantos anos você tem ao ver o Brasil ganhar) e curti em demasia a referência off-Brasil decidi que seria essa. No entanto… como deixar Garrincha de lado. Até na final a dúvida pairou, quando decidi fazer o que deveria ter feito desde o início do processo: pedir para Ana Paula escolher que sem pensar muito mandou na lata:
“A de 58 é linda. Escolhe a mítica do Garrincha para você e COMPRA para mim a do Pelé“
Resultado da brincadeira:
Como ainda quero bastante a de 94 e Ana Paula atiçou quanto à 58, já vi que vou acabar mandando ver no kit.
Aos demais interessados, o caminho é por um dos tantos links espalhados pelo post (imagens inclusas). As estampas são de séries limitadas contendo 200 de cada peça (199 do Garrincha).








