1h da manhã, rápida passagem no Velho Armazém e por conta de possível Lei Seca, Bender abre mão do choppinho e manda ver no pedido:
Uma Coca por favor
Chegando com a bandeja na mesa, vem o garçom com a lata de Pepsi pronta para ser aberta, no que foi prontamente impedido. Pepsi não é Coca-Cola nem aqui nem na China(*).
Ato contínuo: sem poder beber um choppe e apenas com Pepsi como opção, a solução benderiana foi antecipar a ida para casa.
Pepsi aumenta os peitos
Só tem Pesi, pode ser?Não
(*)Força de expressão. Jamais bebi Pepsi na China para saber se é ou não Coca-Cola por lá. Não duvidaria.
Ah… não tem software desenvolvido por aqui não… ah…. que peninha… Pergunta a um bolsista quanto ele recebe para fazer pesquisa por aqui se neguinho vai ficar “perdendo tempo” desenvolvendo qualquer coisa. Pode perguntar em qualquer área.
Pergunta se tem como ser exclusivamente pesquisador. Nem leve em conta um pesquisador que porventura não venha a produzir nada de curto prazo e que tenha o mero intuito de… pesquisar. Pode ser aquele que está a desenvolver pesquisa para algo que será implementado por uma empresa ou Universidade.
Nada contra quem se locupreta com concurso para áreas burocráticas e para a própria Máquina, desde que os mesmos não fiquem chateadinhos que o País corre por fora em Ciências e arque com os prejuízos decorrentes disso.
Para se anunciar seu produto, dificilmente escapa-se de ser intrusivo, especialmente para quem não vai comprar seu produto.
Em vésperas de eleição, andar de carro fora do horário de rush tem se tornado um saco (não que andar no horário de rush seja legal).
São ruas cheias de gente com bandeiras de candidatos hasteadas na rua, além de um clima irritante de festa, fazendo a porcaria do trânsito empacar sem motivo algum.
Isso sem falar nos sábados, onde passar por locais que haja espaço para estacionar carros complica mais ainda. Neste caso, a cena são de carros e mais carros parados, com aquelas caixas de som de playboy/funkeiro no porta-mala dos carros, invariavelmente um sujeito semi-gordo com óculos escuros na cabeça, bebendo sua latinha de cerveja, cercado de outro tanto de gente com suas bandeiras e galhardetes, tocando as músicas dos candidatos nas alturas.
Naturalmente, como esses pontos são “nobres” para tal função, há de todos os candidatos nos mesmos locais.
Moro em Niterói, mas a impressão que tenho é que os candidatos pensam que estamos em Iguaba ou Piuma.
Campanha segue em alto-nível
Irrita-me tanto essa forma de campanha, que nem procurei saber qualquer outra coisa sobre os candidatos e já vou convicto em votar no 99.
Acontece que os candidatos a prefeito de Iguaba aqui de Niterói não estão preocupados com isso. Aliás, quem faz propaganda, até certo ponto, não se preocupa com isso.
Não se vende para todo mundo. A idéia é buscar o seu público-alvo. Nem que para isso divulgue-se também para quem não o é. Por mais que anunciantes se preocupem com índices de rejeição, não há como fugir de divulgar para quem não quer saber de seu produto. Afinal, você tem de correr o risco de incomodar algumas pessoas a fim de mostrar para quem se interessaria pelo mesmo.